Busca de Visão

" A GRANDE VISÃO"

Jornada de Busca de Visão do Sítio Terra Cristal 

e Clã Lobos do Sul



Breve Historia
Desde a fundação do Sítio Holístico Terra Cristal, estas terras do sul do Brasil, recebeu homens e mulheres de Medicina que deixaram suas sementes de sabedoria. E partir da necessidade de um pequeno grupo, de estar em contato consigo, com a Natureza e as Forças da Criação A Montanha trouxe à Antônio Cesar Caetano – Reynakoruna –  “A Grande Visão”. A Jornada de Busca de Visão, este antigo "Rito de Passagem", no qual o visionário é enviado a um Local de Poder para jejuar, orar e pedir uma visão, um sonho, um insight, uma inspiração para sua vida ou seu propósito no caminho por esta Terra. “A Grande Visão” é uma peregrinação simbólica e um Caminho de Aprendizagem e iniciação onde o contato com a natureza é intenso e prolongado, desarmando as barreiras do ego, proporcionando o reconhecimento da natureza interna e externa e reatando o vínculo com a essência, permitindo que ela ensine e fortaleça a conexão com a “Terra”, com o “Grande Mistério”, com a Força dos Quatro Ventos (direções) e o Propósito que cada um alberga em seu Ser. 
No Ano de 2019 “ A Grande Visão ” completou sua 19º Jornada de Montanha que em sua trajetória agregou homens e mulheres que compartilham deste Caminho Sagrado. Hoje “ A Grande Visão ” tem como Facilitadores (Guias de Montanha) Antônio Cesar Caetano (Reynakoruna) e Rafael Dusik (Hua Hunawa).



A Grande Visão

“Em termos práticos - A Grande Visão -  é uma cerimônia de quatro dias e quatro noites, em que homens e mulheres se dispõem a jejuar, meditar, orar de maneira “solitária” em um espaço sagrado na montanha, em busca de si mesmo” 
É importante que em algum tempo, a gente implore uma visão. Que vá ao topo do universo, a uma montanha onde encontre o ninho do condor e da águia. A uma montanha onde a gente encontre a presença dos nossos antepassados no encontro com a gente mesmo. É nossa responsabilidade também sonhar e ter uma visão para transmitir aos nossos filhos, o compromisso de prever que nossa Mãe Terra esteja em melhores condições e se possa continuar a tradição de nossos antepassados, dos quais somos herdeiros, carregadores e guardiões. 
A busca da Visão é um momento da vida onde a gente se encontra nascendo no ventre da Mãe Terra, de alguma maneira, no umbigo dela. É uma oportunidade para rezar e agradecer à vida, e de alguma maneira, para poder dar-lhe uma ordem, um equilíbrio, uma perspectiva que possa deixar um benefício, para melhorar a atitude e a nossa condição como ser humano, ao tomar consciência de utilizar uma forma positiva e correta da nossa própria existência. É uma oportunidade para pedir ajuda, compreensão; uma visão do Grande Espírito para poder servir a nossa gente, e ter as instruções concretas do uso positivo da relação com nossa própria família, e o respeito ao Mistério, do qual todos somos parte e poder assumir uma responsabilidade no papel que nos corresponde. 
Tratamos de fazer este espaço para levar as pessoas para que se conheçam e que se encontrem, diante a natureza e diante a presença do Sagrado. Um espaço onde se possa respirar e sentir a própria presença do Grande Espírito. 
Esta oportunidade nos possibilita ver como se fecha um ciclo, encontrar respostas às nossas perguntas; entregar-se à Montanha, entregar a nossa vida para que o Ensinamento desça sobre nós, e o espírito da Montanha penetre em nosso interior. 
No princípio da Busca da Visão, nossos antepassados se deram conta da importância da observação, do poder de escutar e de levar um bom propósito. Para tanto se usa um cordão de tabacos no qual está incluído o propósito da pessoa, a sinceridade, a humildade, a integridade, a disponibilidade e a vontade. De um novo ciclo de vida.

A GRANDE VISÃO COMO CAMINHO

A Jornada de Busca de Visão como caminho oportuniza ao buscador não só um momento de entrar em contato com sua natureza, sua essência e o Todo. Mas também uma jornada de ensinamentos junto a Montanha e as Quatro Direções Sagradas.  De compor esta família de montanha auxiliando e apoiando após seu ciclo junto ao Conselho da “ Grande Visão” e seus Clãs.
A Grande Visão é composta de quatro anos de montanha (quatro anos de quatro dias), onde a cada ano, além do proposito pessoal, o buscador estará imerso no movimento da Roda da vida e suas Forças. 
No 1º ano de jornada, o principio, as forças do Leste estarão latentes favorecendo a visão e o vinculo espiritual, foco e objetivo. É o momento de rever as crenças limitantes e os velhos padrões que já não são mais necessários para que se possa desempenhar uma boa caminhada e poder ver com clareza através da Fé e recobrando o brilho no Fogo do Espirito. O início, onde se reafirma o proposito de ingressar neste lindo caminho de reencontro com o SER , junto ao Avô Fogo e a Montanha. E ao longo do ano que se segue sustentar suas Visões.
No 2º ano de Jornada, o regresso a montanha reaviva seus propósitos que são sentidos e amparados pelas forças do Sul. Momento de purificação e cura de tudo aquilo que ainda pode estar obstruindo o caminhante rumo a seus sonhos, estabelecendo um sentir mais pleno. Aprendendo com a fluidez das Águas a adaptação e o movimento constante, reconhecendo suas superficialidades e profundidades. Momento de olhar para os medos e transforma-los em aliados. No sul esta a motivação através das emoções e os ensinamentos para nutrir as boas relações internas e externas.
No 3º ano de jornada, as forças do Oeste se fazem mais presentes apresentando dois movimentos. Momento de introspecção, de reencontro consigo mesmo - sua natureza e sua essência - a grande caverna da ursa se revela e o convite esta feito para desvendar seus mistérios. E é também o tempo de entrar em contato com seu próprio poder, sendo que o poder são nossos dons, capacidades, habilidades e recursos que dispomos para servir ao Grande Espirito e aos demais seres e assim cumprir um propósito nesta Terra. Os ventos desta direção sopram e nos ensinam a “ter poder com” e não “sobre”, e ainda assim ser firme, amoroso e conhecedor do próprio Espaço Sagrado.
No 4º ano de jornada, a culminação e reconhecimento surgem com maior clareza através do discernimento. Culminação de um ciclo e inicio de uma nova jornada e o reconhecimento do caminho já percorrido e das possibilidades que hão de vir, reconhecimento de novos valores, reconhecimento da possibilidades de auxilio aos que ainda vão trilhar este caminho. As forças do Norte apresentam se com toda sua sapiência mostrando que somente é sábio aquele que sabe como manifestar seu conhecimento e proposito em prol do bem comum. Partilhar e agradecer são latentes o Ar se movimenta de tal forma que existe a possibilidades de manifestar tudo o que ainda não foi, através da sabedoria.


AS QUATRO DIREÇÕES SAGRADAS

O circulo (ou a roda), está presente em grande parte das tradições antigas como símbolo do todo, do eterno ciclo da vida através dos mundos, representando o universo interno do ser e o universo externo que o cerca.
  A partir da observação do universo externo o homem pode traçar caminho internamente em seu próprio universo e posicionar elementos que o auxiliam nesta caminhada interna como pontos de referencia e integração destes mundos e destes universos.
 Existem muitas diferenças entre as tradições quanto ao que diz respeito ao posicionamento destes elementos e seus símbolos. Estas variações surgem principalmente pelos aspectos geográficos, culturais e socioambientais, como por exemplo, os ciclos sancionais que influenciam diretamente na estrutura social ou a relação com a fauna local, além da inspiração dos ancestrais através do Grande Mistério (Força Criadora).
  O mais importante não é necessariamente a posição de cada elemento mas a compreensão e o valor simbólico-energético e mutacional que ele traz consigo, bem como a capacidade de nos conectarmos com estas forças independentemente da tradição.
Conceitualmente, a deste circulo sagrado agrega se referências de direcionamento o que implica por consequência na geração de movimento. Este direcionamento pode estar vinculado ao movimento do sol, da lua, dos ventos, bem como de projeções menores (geográficas) como montanhas, lagos, mar, floresta. 
Hoje, este direcionamento esta vinculado principalmente as direções cartesianas para uma melhor compreensão da nossa mente moderna. Sendo assim, cada direção: leste, sul, oeste e norte. É Acompanhada de ritos de passagem, processos iniciáticos, elementos simbólicos, arquetípicos e forças espirituais.
A Direção do Leste traz consigo a clareza na visão em todos os níveis de percepção humana, despertando a capacidade de contemplar sem ajuizar – culpar, jugar e condenar. Em algumas tradições associa se a cor amarela e o nascer do sol, a força masculina, motriz e impulsionadora e a possibilidade de alçar vôo nas asas da grande Águia proporcionando assim uma visão panorâmica e completa dos acontecimentos e situações favorecendo os objetivos e fortalecendo a decisões. Os Ventos do Leste trazem consigo o poder do Fogo e do Espírito que despertam a virtude da Fé e do Propósito. 
Na Direção Sul surge a possibilidade de sentir o mundo além dos canais sensoriais físicos como olfato, tato, paladar... sentir a fluidez da vida pelo filtro da inocência consciente, reconhecer o que já foi aprendido e desconstruir preceitos que bloqueiam o movimento harmonioso da caminhada. Tendo o “Maestro” Coiote como aliado que recorda a vontade contida o brilho do sol dentro de cada ser e que pulsa através do vermelho do sangue, nas águas das emoções. Os ventos do Sul trazem consigo a Fluidez e a Essência contida na Água, sentida pelas emoções, resgatando a virtude da Alegria e da Cura. 
Na Direção Oeste é o lugar de reencontro com o Poder em todas as suas dimensões recordando a necessidade da expressão adequada por intermédio do Coração. O poder se apresenta ao cair da tarde quando começamos a trilhar a noite escura da alma e a fraqueza se torna fortaleza para transpor a jornada dentro da Caverna Negra do Urso. Neste local se reconhecem os dons, habilidades e capacidades para dispor a serviço do “Grande Mistério”, além dos recursos necessários para cumprir o proposito contido no coração. Os ventos do Oeste trazem consigo a firmeza da Terra e sua nutrição favorecendo a virtude do Perdão e a Capacidade de Reflexão.
Na Direção Norte esta a morada da sabedoria, a manifestação do conhecimento com proposito. Direção de encontro com os ancestrais través do brilho das estrelas, imersas no céu da Noite, onde o Branco do cabelos dos avós recaem sobre os ombros daquele que opta por um caminhada plena. Representa a culminação de um ciclo que dá passagem para o novo. Os ventos do Norte trazem consigo o Ar como elemento aliado, a orientação e o direcionamento, favorecendo a manifestação adequada do ser. A virtude do Reconhecimento e o Discernimento são potencializados por este Vento. 

AS TRÊS DIREÇÕES OCULTAS

Muitas são as direções que complementam este mapa do ser, como as direções colaterais: nordeste, sudeste, noroeste, sudoeste. Que abrangem outro caminho de estudo e vivência ou subdivisões dos pontos cardiais e movimentos internos da roda. Mas três direções por sua integralidade com as demais muitas vezes passam despercebidas ou até mesmo ocultas. Quem são: a “direção Abaixo”, a “direção Acima” e a “direção ao Centro”.
A “Direção Abaixo”, projeta os aspectos das Quadro Direções Primordial ao mundo inferior ou subterrâneo (em algumas tradições descrito como submundo, não de forma maléficas ou benéficas). Esta é uma direção de aprendizado através das forças sombrias de nosso próprio ser, como medos, traumas, apegos, projeções e “Mortes do ego” (Transformações). Ainda assim, é um caminho de beleza e cura pois um bom professor nesta jornada é o não ajuizar. Em outras visões, por outro lado, este direcionamento está ligado a MÃE TERRA, a Gaia, a Pachamama... e a tudo que esta Força Criadora tem a nos ofertar.
A Direção do Acima, projeta os aspectos das Quadro Direções Primordial ao mundo Superior. As lições que aprendemos junto a esta direção diz respeito aos aspectos da espiritualidade e do serviço, ou seja, da entrega. É um movimento de encontro com um proposito dentro da roda da vida e da sua própria medicina. Em outras visões, por outro lado, este direcionamento está ligado ao PAI CÉU, Grande Espírito... e a tudo que esta Força Criadora tem a nos ofertar.
A Direção do Centro é o CAMINHO DO CORAÇÃO, aquele que junto ao caminhante percorre todos os caminhos da roda medicinal, tanto verticalmente quanto horizontalmente, tanto nas sagradas Direções Primordiais quanto na espiral do Acima e do Abaixo. É a chave, é a porta, é o caminho e o caminhante. É também o direcionamento em que vivência das relações humanas, seja o “eu comigo mesmo”, “eu com os outros”, “eu com situações/contextos”, “eu com o meio”, “os outro comigo”... ou ainda, POR TODAS AS NOSSAS RELAÇÔES.

 

Para maiores informações e orientações sobre sua participação como apoio ou como BUSCADOR, entre em contato pelo e-mail:



conselho de 2018 e convidados

A Jornada de Busca de Visão - A GRANDE VISÃO - acontece duas vezes ao ano:

FERIADÃO CARNAVAL E 
FERIADÃO DE 15 DE NOVEMBRO

importante inscrição prévia para orientações e preparação de materiais, bem como confirmação das datas.

Seja bem vindo e bem vinda!